“Pansexual” e “bissexual” não são simplesmente duas palavras obrigatoriamente equivalentes, mas também não são categorias que se excluam. Em Portugal, a própria ILGA explica que os termos têm histórias diferentes e que muitas pessoas bissexuais incluem pessoas trans e não binárias na sua compreensão de bissexualidade.

O que significa pansexualidade

A ILGA Portugal descreve uma pessoa pansexual como alguém que sente atração sexual por pessoas de qualquer identidade de género. A mesma página distingue pansexualidade de panromanticidade, que se refere à atração romântica.

“Pan” não significa sentir atração por toda a gente nem sentir a mesma atração por todas as pessoas. Refere-se à forma como o género se relaciona com a atração.

E bissexualidade?

O guia de saúde mental desenvolvido pela ILGA Portugal com a DGS apresenta a bissexualidade como atração afetiva e/ou sexual por pessoas do mesmo género e de géneros diferentes. O guia salienta que não é preciso existir uma divisão 50/50 nem experiências com todos os géneros.

Por isso, a ideia de que “bi significa apenas homens e mulheres” é demasiado limitada para descrever o uso contemporâneo do termo. O mesmo guia explica que pessoas bissexuais podem incluir pessoas trans e cis nas suas atrações e relações.

A diferença depende também de como cada pessoa usa o rótulo

Para algumas pessoas, “pansexual” comunica que o género não é um fator relevante na atração. Para outras, “bissexual” é a palavra que melhor descreve uma atração por mais de um género. Não é necessário transformar a escolha do rótulo numa disputa.

A ILGA Portugal também explica a dimensão histórica do termo pansexual, que ganhou força num contexto de debate sobre inclusão de pessoas trans e não binárias. Atualmente, a própria organização apresenta a bissexualidade de forma inclusiva.

Como explicar sem criar uma falsa fronteira


A página da ILGA sobre o Dia da Visibilidade Pansexual e Panromântica mostra precisamente esta abordagem: visibilidade sem transformar identidades diferentes numa competição.

Uma identidade não precisa de uma definição universal

A página da ILGA Portugal sobre visibilidade pansexual assinala o dia 24 de maio como data de consciência e visibilidade pansexual e panromântica e explica que a iniciativa de celebração começou em 2014. A mesma organização nota que a diferença histórica entre alguns usos de “bi” e “pan” não justifica tratar as identidades atuais como incompatíveis. Em conversa, a definição que a pessoa usa para si costuma ser mais informativa do que uma discussão abstrata.

Se a dúvida vier de uma conversa online, as regras de etiqueta num chat gay ajudam a manter a pergunta respeitosa.

Se a procura for mais social do que identitária, este artigo sobre amizade sem encontros explica como deixar a intenção clara desde o início.

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